sexta-feira, 3 de abril de 2009

O sentimento pascal toma conta da Educação Infantil

Bem.. No decorrer da semana o assunto central foi a PÁSCOA, que está se aproximando. Durante os meus dois dias de estágios as atividades estavam relacionadas com a páscoa, a professora ensinou para eles a letra O, principalmente o som desta letra que é o mais importante nesta faixa etária, já que eles já conhecem as letras. Ela os ensinou esta letra e a palavra centra foi OVO, que é um dos símbolos pascais. “O ovo simboliza o nascimento, a vida, o ressurgimento de Cristo e é um símbolo desde a Antigüidade, época em que já era costume presentear as pessoas, por ocasião da Páscoa, com ovos enfeitados e coloridos. Os ovos de Páscoa representam também o final da quaresma.”
Na atividade da letra O, eles fizeram a movimentação da mesma, é válido ressaltar que esta atividade é muito trabalhada na educação infantil pois trabalha com a psicomotricidade que é muito importante para o desenvolvimento psicomotor e intelectual das crianças. Além da palavra ovo, eles trabalharam também as palavras: orelha, ônibus e olho.
“Segundo Assunção & Coelho (1997, p.108) a psicomotricidade é a “educação do movimento com atuação sobre o intelecto, numa relação entre pensamento e ação, englobando funções neurofisiológicas e psíquicas”. Além disso, possui uma dupla finalidade: “assegurar o desenvolvimento funcional, tendo em conta as possibilidades da criança, e ajudar sua afetividade a se expandir e equilibrar-se, através do intercâmbio com o ambiente humano”. “Os movimentos expressam o que sentimos, nossos pensamentos e atitudes que muitas vezes estão arquivadas em nosso inconsciente. Estruturas o corpo com uma atitude positiva de si mesma e dos outros, a fim de preservar a eficiência física e psicológica, desenvolvendo o esquema corporal e apresentando uma variedade de movimentos.”
Ao término da atividade eu contei para eles a história do “Coelho teimoso” que tem como enredo a seguinte história: “É uma releitura da conhecida fábula de Esopo A tartaruga e a lebre. O coelho, sempre provocando a tartaruga por sua lentidão, lhe desafia para mais uma corrida. Depois de insistir muito, a tartaruga aceita, mas impõe uma condição: se o coelho perdesse, deveria pagar sorvete para todos os bichos da floresta. Preocupados em ganhar a deliciosa guloseima, os animais inventaram um plano infalível: todas as tartarugas do lugar estariam na disputa, sem que o coelho soubesse, é claro. Assim, as tartarugas se organizaram ao longo do caminho e, conforme o coelho corria, ia encontrando cada uma delas, sempre à sua frente, pensando tratar- se de uma única tartaruga –– a da aposta. A estratégia funcionou, a tartaruga ganhou a corrida e houve sorvete para todos. Quando descobriu a brincadeira da bicharada, o coelho riu muito.” A história tem como, “áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Educação Artística, Educação Física. Temas transversais: Ética.”
Logo depois que terminei de contar, os pedi que me contassem o que haviam escutado e em seguida sentaram-se em suas cadeiras para desenhar o que haviam escutado e depois à medida que acabavam iam falando para mim e para tia Paula o que tinham desenhado.
A atividade anexa é muito interessante, pois a criança desenhou exatamente o momento central da história, que é a hora da corrida. Ela desenhou a pista, o coelho e a tartaruga, e alguns outros animais.







Esta semana eles também fizeram uma atividade muito interessante, e que necessitava de alguns conhecimentos prévios adquiridos desde o início do ano. A atividade era a seguinte, eles tinham que associar, ligando, os numerais (1,2 e 3) as suas respectivas quantidades, e depois desenharem nos quadrinhos as respectivas quantidades dos mesmo numerais.
Na semana anterior comentei sobre a atitude de um aluno ao desenhar ou a pintar, sempre com uma mesma cor, a preta, eu comentei esta atitude estranha do aluno com a professora e esta semana quando ele entregou esta atividade referida acima, descobrimos o “porquê” de a criança utilizar somente esta cor, esta semana ela também utilizou a vermelha. O motivo pelo qual ele utiliza estas cores, é o seu time, o Flamengo! Acredita-se que em casa ele deve ser motivado a gostar deste time, e isso acabou influenciando na sua vida escolar.

No final da tarde antes da entrada dos pais, tia "Lili" falou com as crianças sobre a páscoa, e todas as crianças da Escola Infantil cantaram a música que será cantada na Festa da Páscoa.


Webgrafia: http://ilove.terra.com.br/lili/palavrasesentimentos/mensagens_simbolos.asp
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-importancia-da-psicomotricidade-na-educacao-infantil-340329.html
http://literatura.moderna.com.br/catalogo/encartes/85-16-04131-X.pdf

"O Grande Rabanete" e o aniversário da Ir. Carmelita






Durante esta semana começou-se a trabalhar com a história do “Grande Rabanete”. A professora da turma contou a história primeiro, depois contou novamente em um outro dia, e neste segundo ela pediu para que as crianças desenhassem a história. Enquanto elas desenhavam eu as observava, e a medida que elas iam acabando, me chamavam para contar o que haviam feito.
Quando cheguei uma criança me chamou fui até ela, e o desenho dela me chamou muito a atenção porque era todo preto, enquanto o das outras crianças é todo colorido. Eu já havia percebido isso desde o ano passado, não comentei com a professora da turma, mas sempre insistia perguntando a criança o porque que ela desenhava só com esta cor, e ela sempre me dizendo que é porque ela gosta dessa cor.
Os desenhos foram muito interessantes, a atividade anexa, corresponde ao desenho de um criança que os fez perfeitamente. Ela desenhou as personagens na ordem certa que elas aparecem na história, e é válido ressaltar também que ela os desenhou de mãos dadas, correspondendo com a história. Isso retrata que a criança sabe realmente o que aconteceu na história e soube “passar isso para o papel” o que muitas vezes algumas crianças ainda tem muita dificuldade em fazer, a criança que só desenha de preto é uma delas.
A resenha desta história é a seguinte: “Vovô plantou um rabanete na horta. Mas o rabanete cresceu tanto, que ele não conseguia arrancá-lo da terra. Chamou então a vovó, mas ainda assim não tiveram sucesso. E veio a neta, o Totó, o gato... e nada! O rabanete era grande mesmo! Até que chamaram o rato e... plop! — o rabanete saiu da terra. O ratinho ficou muito convencido, achando que a façanha era dele.”
Outras curiosidades sobre a obra: “A história, de enredo simples, tem como atrativo principal à forma: é narrada como um conto cumulativo — forma que encanta e diverte a garotada, além de representar um excelente treino de memória. As frases — simples — , são bastante adequadas aos que se iniciam na leitura, o que não quer dizer que sejam pobres; servem-se de recursos originais, como a repetição: “o rabanete cresceu-cresceu e ficou grande-grande”. Além do aspecto lingüístico, é possível explorar, por meio da narrativa, o lado humano: a questão da solidariedade, da cooperação, da divisão de bens e até da auto-estima exacerbada, aspecto representado pelo ratinho, no bem-humorado e imprevisto final. Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Matemática, Educação Artística, Ciências. Temas transversais: Ética, Pluralidade Cultural”
Aproveitando a história do rabanete a professora durante esta semana também trabalhou a letra R com eles, R de Renato, de Rafael, de rato(personagem da história), de rabanete(também faz parte da história), e de relógio. A atividade foi a movimentação da letra R com cola colorida, a reescrita da mesma e eles copiaram juntamente com o auxilio da professora as palavras que citei acima.
Bem.. Durante esta semana eles também aprenderam o número 3. a professora primeiramente o fez no quadro, e depois fez com eles a atividade que era a movimentação do número e depois a reprodução, durante esta primeira atividade do número 3, ela os auxiliou na hora de reproduzirem tal número. Depois desta etapa vencida, eles representaram tal número com material concreto, o que é muito importante, pois muitas crianças se não trabalhadas na educação infantil a respeito dessa quantificação dos números, elas acabam chegando ao primeiro segmento do ensino fundamental sem esta noção e enfrentam grandes dificuldades na hora de operar contas.
“Quanto ao trabalho com os números, é importante compreendermos que estes são símbolos que representam graficamente uma quantidade de coisas que poderiam ser representadas de outra forma. Assim, antes de descobrir os números, é importante ajudarmos as crianças: dizer quantos têm, mostrar nos dedinhos e brincar com tudo isso. Posso indicar que tenho 2 coisas mostrando o dedo indicador e o médio, mas também posso fazê-lo mostrando o dedo mínimo e o polegar. De qualquer forma estarei mostrando 2 dedos.” É necessário que se trabalhe com “a matemática na Educação Infantil sem se preocupar tanto com a representação dos números ou com o registro no papel”, mas sim em fazer as crianças compreenderem o real significado dos números.(WEB)
Durante esta semana tivemos também o aniversário de uma pessoa muito querida, a Ir. Carmelita, que foi comemorado com muita festa por toda a Escola Infantil! Principalmente as crianças!!




Projeto

Durante esta semana o assunto dominante foi o PROJETO. Ele conversaram sobre o que gostariam de estudar no projeto, o que eles achavam mais legal, até que chegaram a três opções, claro que com o intermédio da professora, eles tinham 3 opções de escolha. Depois de muito conversarem, no outro dia a professora sentou com eles no tapete, escreveu o nome de cada criança do quadro e depois foi perguntando de uma a uma o que elas queriam estudar, a opção mais votada foi a escolhida. Eles quiseram estudar várias coisas, como por exemplo: filmes, desenho, animais, português, jogos, brincadeiras e até balé apareceu. Porém o projeto ficou definido como JOGOS E BRINCADEIRAS, por grande quantidade de votos. Depois da escolha do tema foi à hora de reproduzir os conhecimentos prévios sobre àquele assunto.
Enquanto a professora fazia com eles esta atividade, eu estava a auxiliando, olhando as crianças, para ver como elas estavam escrevendo, apagando caso houvessem errado, “chamando a atenção” para o erro delas, para que não o cometessem novamente, etc. Foi muito engraçado pois a professora perguntou a eles o que eles sabiam sobre o tema, e eles respondiam: “É legal!”,
“É coisa de rir!”, “É brincar!” “É dar risada!”, etc. Pois é uma coisa que eles gostam fazem mas não sabem como definir, por exemplo, se eu te pedisse para definir brincadeiras você ficaria um pouco confuso até me responder... Imagine as crianças!! Ao terminarem a atividade, tia Paula lhe pediu para desenharem sobre o que haviam escrito e sobre o que sabiam a respeito do referido tema.
Segundo Hernández "Todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto”. Cabe ao educador saber aonde quer chegar. "Estabelecer um objetivo e exigir que as metas sejam cumpridas, esse é o nosso papel", afirma Josca Ailine Baroukh, assistente de coordenação da assessoria pedagógica da Escola Vera Cruz, em São Paulo.
“Por isso, Hernández alerta que não basta o tema ser "do gosto" dos alunos. Se não despertar a curiosidade por novos conhecimentos, nada feito. "Se fosse esse o caso, ligaríamos a televisão num canal de desenhos animados", explica. Por isso, uma etapa importante é a de levantamento de dúvidas e definição de objetivos de aprendizagem. O projeto avança à medida que as perguntas são respondidas e o ideal é fazer anotações para comparar erros e acertos — isso vale para alunos e professores porque facilita a tomada de decisões.” É importante ainda frisar que há muitas maneiras de garantir a aprendizagem. Os projetos são apenas uma delas. "É bom e é necessário que os estudantes tenham aulas expositivas, participem de seminários, trabalhem em grupos e individualmente, ou seja, estudem em diferentes situações", explica Hernández.
É muito interessante trabalhar com projetos pois eles incentivam a criança a estudar, ou seja, eles funcionam como estimuladores/motivadores de ensino para as crianças!
Durante esta semana também foi trabalhada a letra P, de PATO, de PIPOCA, de PEDRO, de PENTE, de PESCOÇO, de PERNA, de PÁSCOA E de PAULA. Para trabalhar esta letra a professora primeiro lhes ensinou fazendo a letra no quadro, depois lhes ensinou
o som dessa letra e em seguida ela perguntou para as crianças quais as palavras que começavam com essa letra e eles falaram as palavras q coloquei acima.
Partindo desse pressuposto, para registrar este saber eles fizeram uma atividade que era a movimentação da letra P, com papel cortado e depois a reprodução do mesmo.
Esta atividade trabalha com a psicomotricidade fina da criança, que é aquela que trabalha com as extremidades dos segmentos. Além de trabalhar com o desenvolvimento da escrita que é uma etapa primordial na Educação Infantil. A “Psicomotricidade é uma disciplina educativa, reeducativa e terapêutica, ou seja, a psicomotricidade quer destacar a relação existente entre a motricidade, a mente e a afetividade e facilitar a abordagem global da criança por meio de uma técnica. A psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal o que facilitará a orientação espacial.” (WEB)
Neste sentido seria ingênuo pensar que a semana não foi produtiva! Começamos a trabalhar com o projeto, que irá ocorrer durante todo o primeiro semestre letivo e também aprendemos a letra P, em especial com o seu som, o que vai ser muito importante daqui pra frente.
Bem.. a cada dia que passa os nossos laços se fortalecem mais e mais, a cada dia elas me surpreendem, com as suas frases, com as suas brincadeiras.. Eu entro 2 horas a pedido de tia Paula, para auxiliá-la na hora da saída, as crianças são perceptíveis a tudo, sempre que eu chego alguns me chamam a atenção: “Tia!! Você está chegando atrasada, não pode!!”, então eu os explico que eu entro naquela hora, mas eles nunca acreditam, pois acham que se eles entram mais cedo eu tenho que estar lá junto com eles! Achei muito interessante pois ganhei de um aluno 1 bis, um bis a cada dia de estágio, e ele todos os dias dizia: “Tia, eu trouxe 2 bis, um para mim e um para você!”. Mas foi durante o lanche, que para mim é o melhor momento (pois é ali que sento, converso com as criança, é muito legal) e foi ali que fiz a melhor descoberta do ano, até agora, descobri como fazer algumas crianças lancharem, eu brinco com ela, faço aviãozinho, elas adoraram, agora comem por prazer e sem muita demora! Fiquei muito feliz em descobrir isso, pois agora eles terminam mais rápido e não ficam tão atrasados quando retornam para a sala.

Webgrafia:
http://www.centrorefeducacional.com.br/fehernan.htm
http://www.coladaweb.com/edfisica/psico.htm