terça-feira, 27 de outubro de 2009

Reescrita da “Cachinhos de Ouro”

Esta semana eles ficaram envoltos com a reescrita da história do livro que iniciamos neste segundo semestre que trabalha ao mesmo tempo temas como a amizade, a família, o medo, a ética, além de noções de grandeza, no que se refere ao tamanho dos ursos e dos objetos.
O tema central da referida história, é: Cachinhos de ouro é uma menina muito lourinha que, andando pela floresta, viu uma casinha linda e resolveu entrar. De quem será essa casinha tão linda?
Curiosidades acerca do história em destaque: “Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados.
Na atividade anexa a criança reescreveu a história, de forma “maravilhosa” pois ela já consegue transpor o som dos fonemas para o papel sozinha, claro que não tão corretamente, mas brilhantemente. =D
A criança escreveu: “ERA HMAVES CAXIOS DE OURO AMAI SEPRIPATEAVA O CABLO DA FILHA ACAXIOS DE OUROFOI RASSIA PALA FLORESTA AI A CAXIOS DE OURO ECOTROU UMACASA ESACASA ERA DO SURSIOS ACXIOS DE OUR ECOTRO O MIGAO NIMESA ECMEO O MIGAO DO URSIO NENEI ACAXIOS DEOUROS FOILAISIMA IEOTROR”
Percebe-se nitidamente que a escrita não condiz com o padrão da língua portuguesa. Claro! Esta é uma criança que está aprendendo a escrever, para quem conhece a história sabe que esta criança a escreveu “perfeitamente”. Podemos perceber a fusão de palavras que em sua concepção são fundidas, porém a maior parte das palavras que compõem seu texto pode-se dizer que estão escritas “corretamente”. Corretamente para ela que ainda está criando seus conceitos de linguagem escrita, relacionando-a a sua linguagem oral, tanto que pode-se perceber a presença de “aí” que é um vício de linguagem muito grande. A grande maioria das crianças quando nos dizem o que escreveram em suas reescritas falam um frase e como um elemento de coesão entre a última e a que vem utilizam o termo “aí”.
Além desta atividade acima que foi realizada durante dois dias diferentes, já que eles produziram seus próprios textos e no outro dia nós escrevemos o que eles nos contavam que haviam escrito no dia anterior, eles fizeram uma atividade de classificação, dos ursos. Esta atividade foi realizada no segundo dia enquanto eu ia fazendo a reescrita com os alunos tia Paula e a outra tia estagiária iam fazendo com eles a classificação.
Ah! Outro ponto relevante da semana foram os nomes completos, que agora grande parte da turma já consegue fazer seus respectivos nomes sozinhos. Existem aquelas poucas crianças que ainda apresentam certa dificuldade, mas mesma assim é pouca e também estas últimas são aquelas que possuem nomes extensos e complicador por demais.

Dia das Crianças





“As crianças são os ornamentos da vida neste mundo!”

Semana da criança

Comemorar a semana da criança sempre é muito divertido! Na escola, então, tem um gostinho especial...
Esta semana foi de muita festa e alegria na escola infantil. Os alunos participaram de uma série de atividades lúdicas e culturais.Para animar a semana, os alunos participaram de oficinas apresentadas pelas “tias” estagiárias, do passeio à fazenda Delícia, com direito a pipoca, refrigerante, picolé, além de muita diversão!!Essas atividades retratam a cara jovial, divertida, descontraída e principalmente comprometida que tem o CENSA, pois se preocupa com os detalhes e acredita que investir e valorizar as crianças é construir um futuro de amor, paz e solidariedade… “Porque criança da Escola Infantil é criança FELIZ!!”
Enquanto nos dirigíamos à fazenda Delícia, tia Lili foi cantarolando com as crianças diversos tipos de música. Já no retorno, além de cantar, contou uma história, que tinha como personagens algumas crianças. A história junto com o cansaço da tarde agitada resultou em crianças bastante “dorminhocas”! =)
Na fazenda “Delícia”, as crianças brincaram e se divertiram bastante, nos brinquedos diversos brinquedos que haviam lá. Para a segurança dos alunos, cada turma teve um horário diferente para se divertir nos brinquedos. Além disso, uma equipe de monitores, professores e estagiárias acompanhava-os constantemente.
A “Semana da Criança” promovida pelo Colégio é importante para a valorização da infância, elaboram-se atividades lúdicas para promover o aprendizado e o acesso à diversidade cultural e social, manifestada nas artes e no brincar.
A principal função do educador é utilizar a brincadeira como ferramenta pedagógica, para o desenvolvimento infantil. A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. Infelizmente, tenho observado que a brincadeira não faz parte do projeto pedagógico da escola e da ação do professor. Este princípio me levou a mergulhar nesta temática para melhor compreende-la e descobrir como a brincadeira pode ajudar o professor em seu fazer pedagógico e a criança em seu processo de aprendizagem.
Piaget (1976) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma: "O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil". (Piaget 1976, p.160).
Wallon fez inúmeros comentários onde evidenciava o caráter emocional em que os jogos se desenvolvem, e seus aspectos relativos à socialização. Referindo-se a faixa etária dos sete anos, Wallon (1979) demonstra seu interesse pelas relações sociais infantis nos momentos de jogo: "A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus camaradas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas".(Wallon p.210)
Entre as concepções sobre o brincar, destaca-se as de Fröbel, o primeiro filósofo a justificar seu uso para educar crianças pré-escolares. Fröbel foi considerado por Blow (1991) psicólogo da infância, ao introduzir o brincar para educar e desenvolver a criança. Sua Teoria Metafísica pressupõe que o brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza, unificados pelo mundo espiritual. Um tipo especial de jogo está associado ao nome de Maria Montessori. Trata-se dos jogos sensoriais. Baseado nos "jogos Educativos" pensados por Fröbel - jogos que auxiliam a formação do futuro adulto - Montessori, segundo Leif e Brunelle (1978), elaborou os "jogos sensoriais" destinados a estimular cada um dos sentidos. Para atingir esse objetivo, Montessori necessitou pesquisar uma série de recursos e projetou diversos materiais didáticos para possibilitar a aplicação do método. Durante muito tempo confundiu-se "ensinar" com "transmitir" e, nesse contexto, o aluno era um agente passivo da aprendizagem e o professor um transmissor. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.

Fonte: - http://www.webartigos.com/articles/4448/1/a-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-da-crianca/pagina1.html