sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Projeto a todo vapor!

No decorrer desta semana a turma 22 ficou tomada de saberes acerca do projeto, cujo tem é alimentação saudável, na segunda-feira teve palestra com duas mães nutricionistas e depois fizeram o registro desta entrevista. Infelizmente não estava presente durante a palestra, só pude presenciar o término do registro da entrevista, já que estava no ensaio para o Festival de Poesias, que ocorrerá na semana que vem. Por isso uma outra estagiária me substituiu e ajudou a tia Paula.
Na palestra com as nutricionistas Inês Paes e Viviane Lessa, aprendemos dicas de como realizar uma ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL: comendo frutas e verduras pelo menos duas vezes por dia, que o prato da refeição tem que ser colorido, com pelo menos duas cores, devemos tomar sucos todos os dias, nas refeições e intervalos, devemos levar sempre para a escola lanches saudáveis. Ex: Suco de frutas, salada de frutas, bolo de laranja, bolo de cenoura, entre outros, tomar bastante água durante o dia, mastigar bem os alimentos e escovar bem os dentes após as refeições.
As crianças adoraram a palestra e participaram bastante no momento das perguntas, do teatro, da história e do filme que foi projetado. É muito bom desenvolver nas crianças desde cedo o hábito de comer alimentos saudáveis! As crianças estão aprendendo tudo isso de uma forma alegre e divertida! =)
Em uma outra atividade fizeram à movimentação e a reprodução de palavras com a letra X, além de escreverem palavras iniciadas com esta letra. A movimentação é importante para o desenvolvimento da psicomotricidade fina das crianças. Que também é desenvolvida por meio de atividade manuais como por exemplo, brincar de massinha, colocar “continhas” no barbante, dentre tantas outras atividades manuais.
Após o término desta atividade com a letra X, eles fizeram uma outra atividade, também com a letra X. Tal atividade era com o intuito de eles completarem as lacunas com os fonemas correspondentes, sendo que eram sempre iniciados com X, já que a letra que trabalhamos esta semana foi esta. Por exemplo: XADREZ, XÍCARA, XAMPU, XAROPE, XERIFE, XUXA, XERETA, etc.
Esta semana estagiei na terça-feira, dia de aula de Educação pelo Movimento, na qual as crianças fizeram uma atividade que tinham de pular dentro dos bamboles de diferentes maneiras e ao término tinham de fazer uma cambalhota. Neste dia estagiei até o término da tarde com tia Cristina, sendo assim auxiliei-a nesta mesma atividade com todas as turmas do dia. No entanto quando retornei a sala, as crianças estavam fazendo registro da aula de educação pelo movimento. =D
“Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.SUGESTÕES DE EXERCÍCIOS PSICOMOTORES: engatinhar, rolar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados (passeios ao ar livre), subir/ descer entre outras.Pode-se afirmar, então, que a recreação, através de atividades afetivas e psicomotoras, constitui-se num fator de equilíbrio na vida das pessoas, expresso na interação entre cognição e corpo, a afetividade e a energia, o indivíduo e o grupo, promovendo a totalidade do ser humano.”
Durante esta semana eles fizeram uma outra reescrita da história “Cachinhos de Ouro”, porém desta vez eles copiaram do quadro com tia Paula e depois desenharam sobre a história. Algumas crianças ainda estão com preguiça de copiar do quadro e necssitam de mediação para tal.

Fonte: http://educacaopelomovimento.blogspot.com/

Escolha ser o melhor que puder

A vida é feita de escolhas, fazemos escolhas o tempo todo, muitas vezes, até sem perceber. Fazer uma escolha pode ser simples como decidir se vai para a direita ou para a esquerda, se vai usar hoje o jeans preto ou azul, porém, existem escolhas bem mais complexas como desistir ou insistir em recuperar seu grande amor; se vai ser analista ou professora...
Sempre fui uma aluna muito dedicada, quase nunca faltava e fazia os deveres de casa com muito capricho. Devo a essa dedicação aos estudos ao incentivo de minha mãe, que sempre valorizou a educação formal.
Lembro-me que ao terminar o ensino fundamental fiz a minha primeira escolha profissional, grande parte de minhas amigas escolheram fazer o ensino médio regular, mas eu não, preferi fazer o magistério, aos quatorze anos se seria ou não uma professora era uma grande dúvida. Não porque não gostasse de meus professores, pelo contrário, sempre contei com excelentes mestres.
Ao iniciar o curso começaram os estágios e logo me apaixonei, confesso que eram muito cansativos, mas ao mesmo tempo, muito proveitosos. Quando me dei conta, por mais inacreditável que aos meus olhos parecessem, estava a frente de uma sala de aula –as aulas práticas- já no término do meu curso. Neste momento me descobri professora, me apaixonei ainda mais pela arte de ensinar e principalmente de aprender.
As escolhas também podem ser reversíveis. De certa forma não escolhi ser professora, posso dizer que aconteceu, não por acaso, mas pelo destino apaixonei-me pela arte de ensinar. E agora ao preparar minhas aulas sempre me remeto a trajetória não só do curso e, lembro-me de como os mestres que passaram por mim ensinavam, tento aproveitar o máximo da vivência que tive com cada um deles.
Olhar cada aluno como único e insubstituível, perceber suas dificuldades e aptidões, respeitar a história de vida de cada um deles, tendo um olhar vivo, que olha de frente, que acredita acima de tudo que todos são capazes. É necessário esquecer as vezes o conteúdo a cumprir e enxergar a tristeza no olhar de quem está passando por um momento difícil e precisa de um abraço amigo, isso sim, é ser uma boa professora.


Precisamos ser éticas, compromissadas e responsáveis, não podemos jamais esquecer que lidamos com pessoas que desejam, sofrem, precisam e sonham.


Adaptado por Tatiana Ribeiro Gomes Coutinho.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sou professora e tenho orgulho da minha profissão!


“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”

Cora Coralina


SER MESTRE
Tarefa difícil, mas não impossível,tarefa que pede sacrifício incrível!
Tarefa que exige abnegação,tarefa que é feita com o coração!
Nos dias cansados, nas noites de angústia,nas horas de fardo, de tamanha luta,chegamos até a questionar:Será, Deus, que vale a pena ensinar?
Mas bem lá dentro responde uma voz,a que nos entende e fala por nós,a voz da nossa alma, a voz do nosso eu:- Vale sim, coragem!
Você ensinando, aprende também.Você ensinando, faz bem a alguém,e vai semeando nos alunos seus,um pouco de PAZ e um tanto de Deus!






Reescrita da “Cachinhos de Ouro”

Esta semana eles ficaram envoltos com a reescrita da história do livro que iniciamos neste segundo semestre que trabalha ao mesmo tempo temas como a amizade, a família, o medo, a ética, além de noções de grandeza, no que se refere ao tamanho dos ursos e dos objetos.
O tema central da referida história, é: Cachinhos de ouro é uma menina muito lourinha que, andando pela floresta, viu uma casinha linda e resolveu entrar. De quem será essa casinha tão linda?
Curiosidades acerca do história em destaque: “Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados.
Na atividade anexa a criança reescreveu a história, de forma “maravilhosa” pois ela já consegue transpor o som dos fonemas para o papel sozinha, claro que não tão corretamente, mas brilhantemente. =D
A criança escreveu: “ERA HMAVES CAXIOS DE OURO AMAI SEPRIPATEAVA O CABLO DA FILHA ACAXIOS DE OUROFOI RASSIA PALA FLORESTA AI A CAXIOS DE OURO ECOTROU UMACASA ESACASA ERA DO SURSIOS ACXIOS DE OUR ECOTRO O MIGAO NIMESA ECMEO O MIGAO DO URSIO NENEI ACAXIOS DEOUROS FOILAISIMA IEOTROR”
Percebe-se nitidamente que a escrita não condiz com o padrão da língua portuguesa. Claro! Esta é uma criança que está aprendendo a escrever, para quem conhece a história sabe que esta criança a escreveu “perfeitamente”. Podemos perceber a fusão de palavras que em sua concepção são fundidas, porém a maior parte das palavras que compõem seu texto pode-se dizer que estão escritas “corretamente”. Corretamente para ela que ainda está criando seus conceitos de linguagem escrita, relacionando-a a sua linguagem oral, tanto que pode-se perceber a presença de “aí” que é um vício de linguagem muito grande. A grande maioria das crianças quando nos dizem o que escreveram em suas reescritas falam um frase e como um elemento de coesão entre a última e a que vem utilizam o termo “aí”.
Além desta atividade acima que foi realizada durante dois dias diferentes, já que eles produziram seus próprios textos e no outro dia nós escrevemos o que eles nos contavam que haviam escrito no dia anterior, eles fizeram uma atividade de classificação, dos ursos. Esta atividade foi realizada no segundo dia enquanto eu ia fazendo a reescrita com os alunos tia Paula e a outra tia estagiária iam fazendo com eles a classificação.
Ah! Outro ponto relevante da semana foram os nomes completos, que agora grande parte da turma já consegue fazer seus respectivos nomes sozinhos. Existem aquelas poucas crianças que ainda apresentam certa dificuldade, mas mesma assim é pouca e também estas últimas são aquelas que possuem nomes extensos e complicador por demais.

Dia das Crianças





“As crianças são os ornamentos da vida neste mundo!”

Semana da criança

Comemorar a semana da criança sempre é muito divertido! Na escola, então, tem um gostinho especial...
Esta semana foi de muita festa e alegria na escola infantil. Os alunos participaram de uma série de atividades lúdicas e culturais.Para animar a semana, os alunos participaram de oficinas apresentadas pelas “tias” estagiárias, do passeio à fazenda Delícia, com direito a pipoca, refrigerante, picolé, além de muita diversão!!Essas atividades retratam a cara jovial, divertida, descontraída e principalmente comprometida que tem o CENSA, pois se preocupa com os detalhes e acredita que investir e valorizar as crianças é construir um futuro de amor, paz e solidariedade… “Porque criança da Escola Infantil é criança FELIZ!!”
Enquanto nos dirigíamos à fazenda Delícia, tia Lili foi cantarolando com as crianças diversos tipos de música. Já no retorno, além de cantar, contou uma história, que tinha como personagens algumas crianças. A história junto com o cansaço da tarde agitada resultou em crianças bastante “dorminhocas”! =)
Na fazenda “Delícia”, as crianças brincaram e se divertiram bastante, nos brinquedos diversos brinquedos que haviam lá. Para a segurança dos alunos, cada turma teve um horário diferente para se divertir nos brinquedos. Além disso, uma equipe de monitores, professores e estagiárias acompanhava-os constantemente.
A “Semana da Criança” promovida pelo Colégio é importante para a valorização da infância, elaboram-se atividades lúdicas para promover o aprendizado e o acesso à diversidade cultural e social, manifestada nas artes e no brincar.
A principal função do educador é utilizar a brincadeira como ferramenta pedagógica, para o desenvolvimento infantil. A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. Infelizmente, tenho observado que a brincadeira não faz parte do projeto pedagógico da escola e da ação do professor. Este princípio me levou a mergulhar nesta temática para melhor compreende-la e descobrir como a brincadeira pode ajudar o professor em seu fazer pedagógico e a criança em seu processo de aprendizagem.
Piaget (1976) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual. Ele afirma: "O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil". (Piaget 1976, p.160).
Wallon fez inúmeros comentários onde evidenciava o caráter emocional em que os jogos se desenvolvem, e seus aspectos relativos à socialização. Referindo-se a faixa etária dos sete anos, Wallon (1979) demonstra seu interesse pelas relações sociais infantis nos momentos de jogo: "A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus camaradas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas".(Wallon p.210)
Entre as concepções sobre o brincar, destaca-se as de Fröbel, o primeiro filósofo a justificar seu uso para educar crianças pré-escolares. Fröbel foi considerado por Blow (1991) psicólogo da infância, ao introduzir o brincar para educar e desenvolver a criança. Sua Teoria Metafísica pressupõe que o brinquedo permite o estabelecimento de relações entre os objetos do mundo cultural e a natureza, unificados pelo mundo espiritual. Um tipo especial de jogo está associado ao nome de Maria Montessori. Trata-se dos jogos sensoriais. Baseado nos "jogos Educativos" pensados por Fröbel - jogos que auxiliam a formação do futuro adulto - Montessori, segundo Leif e Brunelle (1978), elaborou os "jogos sensoriais" destinados a estimular cada um dos sentidos. Para atingir esse objetivo, Montessori necessitou pesquisar uma série de recursos e projetou diversos materiais didáticos para possibilitar a aplicação do método. Durante muito tempo confundiu-se "ensinar" com "transmitir" e, nesse contexto, o aluno era um agente passivo da aprendizagem e o professor um transmissor. A idéia de um ensino despertado pelo interesse do aluno acabou transformando o sentido do que se entende por material pedagógico. Seu interesse passou a ser a força que comanda o processo da aprendizagem, suas experiências e descobertas, o motor de seu progresso e o professor um gerador de situações estimuladoras e eficazes.

Fonte: - http://www.webartigos.com/articles/4448/1/a-importancia-do-brincar-no-desenvolvimento-da-crianca/pagina1.html

domingo, 4 de outubro de 2009

Projeto alimentação saudável

Quando cheguei na segunda-feira foi muito engraçado, as crianças vieram correndo me abraçar e tia Paula disse: “Olha.. Tia Tatiana voltou! Palmas para ela!!” =DD
Algumas crianças disseram que estavam com saudade, já que na semana passada estive afastada por problemas de saúde.
Durante esta semana eles aprenderam as letras T e Q, em dias diferentes, eles fizeram a movimentação dos mesmo com cola colorida e escreveram as palavras: TATU, TÚNEL, TUBARÃO, TREM, TUCANO, TELEFONE, TARDE e TETO, com a letra T e as palavras: QUEIJO, QUIABO, QUILO, QUERIDA, QUALIDADE, QUEIMADO, QUANDO e QUANTO, com a letra Q. Eles gostam muito deste tipo de atividade, principalmente da parte da cola colorida.
Neste segundo semestre a turma 22, juntamente com outras turmas da Escola Infantil irão trabalhar com o Projeto sobre Alimentação Saudável com o objetivo de conscientizar as crianças quanto à necessidade de termos uma boa alimentação para se manterem saudáveis, reforçando, assim, hábitos saudáveis nas crianças. Durante esse período, serão realizadas atividades diversificadas como: pesquisas, entrevistas, tarde de sucos, confecção de salada de frutas e deliciosos lanches saudáveis...
Esta semana eles fizeram uma atividade do projeto, elencando o que será realizado no decorrer do projeto. Tais como: Entrevista com nutricionista, histórias, visita ao Hortifruttti, músicas, tarde de sucos, salada de frutas e vídeos. Depois de terem escrito, foi a vez de desenharem alimentos saudáveis. Segundo Piaget (1973), “o desenho não só enriquece experiências e desenvolve a expressão criadora como proporciona melhores condições para a aprendizagem da leitura e escrita”. =]
À tarde de sucos foi realizada nesta quarta feira, as crianças gostaram muito, tinham sucos de diversas frutas, as crianças de deliciaram e se divertiram muito. A confecção da salada de frutas será realizada na sexta-feira, tia Paula estava combinando com eles, qual criança levaria qual fruta, depois da tarde dos sucos.
“Reorganizar o currículo por projetos, em vez das tradicionais disciplinas. Essa é a principal proposta do educador espanhol Fernando Hernández. Ele se baseia nas idéias de John Dewey (1859-1952), filósofo e pedagogo norte-americano que defendia a relação da vida com a sociedade, dos meios com os fins e da teoria com a prática.
Hernández põe em xeque a forma atual de ensinar. ‘Comecei a me questionar em 1982, quando uma colega me apresentou a um grupo de docentes", lembra. "Eles não sabiam se os alunos estavam de fato aprendendo. Trabalhei durante cinco anos com os colegas e, para responder a essa inquietação, descobrimos que o melhor jeito é organizar o currículo por projetos didáticos.’
O modelo propõe que o docente abandone o papel de "transmissor de conteúdos" para se transformar num pesquisador. O aluno, por sua vez, passa de receptor passivo a sujeito do processo.
É importante entender que não há um método a seguir, mas uma série de condições a respeitar. O primeiro passo é determinar um assunto — a escolha pode ser feita partindo de uma sugestão do mestre ou da garotada. ‘Todas as coisas podem ser ensinadas por meio de projetos, basta que se tenha uma dúvida inicial e que se comece a pesquisar e buscar evidências sobre o assunto’, diz Hernández.
Cabe ao educador saber aonde quer chegar. ‘Estabelecer um objetivo e exigir que as metas sejam cumpridas, esse é o nosso papel’, afirma Josca Ailine Baroukh, assistente de coordenação da assessoria pedagógica da Escola Vera Cruz, em São Paulo.
Por isso, Hernández alerta que não basta o tema ser ‘do gosto’ dos alunos. Se não despertar a curiosidade por novos conhecimentos, nada feito. ‘Se fosse esse o caso, ligaríamos a televisão num canal de desenhos animado’, explica. Por isso, uma etapa importante é a de levantamento de dúvidas e definição de objetivos de aprendizagem. O projeto avança à medida que as perguntas são respondidas e o ideal é fazer anotações para comparar erros e acertos — isso vale para alunos e professores porque facilita a tomada de decisões. Todo o trabalho deve estar alicerçado nos conteúdos pré-definidos pela escola e pode (ou não) ser interdisciplinar. Antes, defina os problemas a resolver. Depois, escolha a(s) disciplina(s). Nunca o inverso.
A conclusão pode ser uma exposição, um relatório ou qualquer outra forma de expressão. Para Cristina Cabral, supervisora escolar da rede pública, a proposta é excelente, mas é preciso tomar cuidado porque nada acontece por acaso. ‘O tratamento didático é essencial ao longo do processo’, destaca.
É importante ainda frisar que há muitas maneiras de garantir a aprendizagem. Os projetos são apenas uma delas. ‘É bom e é necessário que os estudantes tenham aulas expositivas, participem de seminários, trabalhem em grupos e individualmente, ou seja, estudem em diferentes situações’, explica Hernández.
Vera Grellet, psicóloga e coordenadora de projetos da Redeensinar, concorda. ‘O currículo tradicional afasta as crianças do mundo real. A proposta dele promove essa aproximação, com excelentes resultados.’
Para Hernandez a organização do currículo deve ser feita por projetos de trabalho, com atuação conjunta de alunos e professores. As diferentes fases e atividades que compõem um projeto ajudam os estudantes a desenvolver a consciência sobre o próprio processo de aprendizagem, porém todo projeto precisa estar relacionado aos conteúdos para não perder o taco. Além disso é fundamental estabelecer limites e metas para a conclusão dos trabalhos.”
Tia Paula realizou uma atividade bem diferente com eles esta semana, um ditado com 10 fonemas. Os fonemas eram: -CO, -SI, -FA, -RA, -TO, -GA, -BI, -VE, -MA e –DO. Muitas crianças encontraram dificuldades, pois estão com dificuldade de identificar os fonemas pelo som, teve uma criança que estava colando dos amigos, ia até a carteira do amigo olhava e voltava correndo para escrever! Foi muito engraçado, porém tivemos que chamar a atenção, pois isso não é correto, cada um tem que fazer o seu. =)


Fonte: - http://www.centrorefeducacional.com. br/fehernan.htm



Ensino religioso na Educação Infantil

Durante esta semana continuamos na aprendizagem do número 7, porém desta vez através da confecção de tal número com barbante, o que além de trabalhar com noções numéricas, trabalha com a psicom otricidade fina das crianças. Depois que elas fizeram a movimentação do numeral com o barbante elas o reproduziram. E disseram a mesma frase, que este número é fácil demais!!! =D
A educação psicomotora é a ação educativa baseada e fundamentada no movimento natural consciente e espontâneo com a finalidade de normalizar, completar ou aperfeiçoar a conduta global da criança. A psicomotricidade fina das crianças é trabalhada quando se trabalha com as extremidades dos segmentos. Portanto a psicomotricidade é a relação entre o pensamento e a ação, envolvendo a emoção. Favorece ainda a criança numa relação consigo mesma, com o outro e com o mundo que a cerca, possibilitando-a um melhor conhecimento do seu corpo e de suas possibilidades. – Adaptado
A outra atividade do dia foi para eles desenharem e pintarem o que estava sendo pedido. Eles encontraram muita dificuldade nesta atividade, já que não tem atenção, e ia pintando tudo, sem ouvir o que tia Paula estava lendo, que estava sendo pedido na atividade. Por exemplo, estava sendo pedido para pintar quantas crianças e quantos brinquedos, desenhar 2 borboletas voando, 5 frutas na árvore e 1 animal perto da menina. Eles desenhavam fora do local que estava sendo pedido, mais de 5 frutas...
Esta semana também estagiei na sexta-feira, e é o dia que tem aula de religião. O tema da aula o dia foi Jesus ama todas as crianças e Jesus nos ensina a amar e a viver em paz. Tia Paula leu e refletiu com eles, depois eles fizeram 2 páginas do livro onde eles tinham que ligar a menina às boas ações e circular as cenas de atitudes de carinho e amizade.
O ensino religioso na educação infantil é de suma importância, já que esta é a primeira etapa do desenvolvimento escolar da criança e sendo nela que toda a base de formação acontece, independente da área do conhecimento a que nos referimos, não é possível deixar de atentar para a importância de uma formação com qualidade para o Ensino Religioso entre estes educandos.
Partindo do pressuposto de que a Educação Infantil é base de toda a formação, onde se sabe que a criança necessita ser estimulada de forma integral.
Até os seis anos de idade é o período no qual mais se desenvolvem as
habilidades e competências, e o que vem depois disso é apenas reflexo e maturação do que foi construído.
Na Educação Infantil acontecem as primeiras relações sociais da criança, que
oportunizarão com que ela perceba os espaços sociais aos quais pertence e outros aos quais poderá estar participando eventualmente, interagindo e aprendendo assim o respeito ao outro e as diferenças.
Este aprendizado dar-se-á de dentro para fora, ou seja, primeiro a criança tende a acreditar que tudo que está ao seu redor lhe pertence – fase do egocentrismo – depois destes primeiros contatos, onde o outro também aprende a respeitá-la, é que compreenderá o seu espaço, o espaço social e a necessidade de interagir para que o mesmo ocorra em relação a ela. É fundamental que nesta fase seja oportunizado o primeiro contato com o universo religioso, tendo como base o saber de si para que a criança consiga reconhecer as diferenças do contexto social que a cerca, pois por meio deste processo é que ela conseguirá crescer em seu aspecto social e cognitivo, sem carga de preconceito.
O Ensino Religioso na Educação Infantil acontece principalmente nas escolas
confessionais, e por não ser obrigatório na LDB e nos Referenciais Curriculares de Educação, ainda encontra-se muito relacionado ao carisma de cada instituição de ensino. – Adaptado
Por fim tia Paula lhes contou a história do “Soldadinho de Chumbo” do livro ALET, e depois eles fizeram à atividade que pedia para que eles circulassem os personagens que não pertenciam à história. =)
O Soldadinho de Chumbo é um conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen e publicado pela primeira vez em 1838. Conta a história de um boneco que tem apenas uma perna e que se apaixona por uma bailarina que também é uma boneca. Foi o primeiro conto escrito totalmente pelo autor e não tem um final feliz.


Fonte: - http://www.gper.com.br/documentos/er_educacao_infantil.pdf - adaptado
- http://www.coladaweb.com/educacao-fisica/psicomotricidade - adaptado
- http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Soldadinho_de_Chumbo

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Pesquisas científicas sobre desenvolvimento infantil deixam evidente a real importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social dos seres humanos. A educação infantil tem um papel fundamental na
formação do indivíduo e reflete em uma melhora significativa no aprendizado da criança.
Dados do IBGE mostram que apenas 40% das 21,7 milhões de crianças brasileiras entre 0 e 6 anos estavam matriculadas em creches ou escolas em 2004 e cerca de 13% daquelas de 0 a 3 anos freqüentavam creches. Ou seja, a universalização da educação não vale para todos os segmentos.
Trabalhar a democratização do ensino nos primeiros 6 anos de vida é essencial para melhorar o índice de aprendizado dos alunos, estimular desde cedo a busca pelo conhecimento e eliminar as diferenças de origem socioeconômica no desempenho de crianças de 1ª série. Não é por acaso que, na França, os professores precisam ter mestrado para trabalhar com os pequenos e são tão bem remunerados quanto os que lecionam no nível superior.
Uma amostra de como o ingresso na escola desde cedo faz diferença é o índice de repetentes na 1ª série do Ensino Fundamental, monitorado pela Unesco e pelo OCDE em 48 países. O Brasil tem a taxa mais alta com 32%, ante 1% da Rússia e China. Essa realidade condena um terço da população brasileira ao atraso e mexe desde cedo com a auto-estima das crianças.
É na creche ou pré-escola que os pequenos começarão a se conhecer e a conhecer o outro, a se respeitar e a respeitar o outro, e a desenvolver suas habilidades e construir conhecimento.

Fonte: - http://educacaoinfantil.wordpress.com/2008/02/21/a-importancia-da-educacao-infantil-2/

HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

A burguesia, a fim de firmar seu posicionamento frente à sociedade, deixou de obedecer as determinações da igreja, buscando novas estratégias para reivindicar formas mais concretas de vida, por isso, era necessário recorrer a uma educação que lhes desse condições de dominar a natureza. Dessa forma os fundamentos sociais, morais, econômicos, culturais e políticos da sociedade antiga foram sendo superados desde a instauração da sociedade moderna, surgindo no início do século XVII as primeiras preocupações com a educação das crianças pequenas, resultantes do reconhecimento e valorização que elas passaram a ter no meio em que viviam, e com isso surgem mudanças no quadro educacional. Com as modificações nas relações sociais que se estabelece na Idade Moderna (séc. XVII) a criança passa a ter um papel central nas preocupações da família na sociedade.
No material on line sobre a História da Educação Infantil, no site uff.br/feuff/departamentos/docs_organizacao_mural/educacaoinfantil_e_leis.doc: (2008), destaca-se que:
A partir do século XIII, há um crescimento das cidades devido ao comércio. A Igreja Católica perde o poder com o surgimento da burguesia, sendo este o responsável pela assistência social. Concentra-se a pobreza. E a partir do século XVI, descobertas científicas provocaram o prolongamento da vida, ao menos da classe dominante. Neste mesmo momento surgem duas atitudes contraditórias no que se refere à concepção de criança: uma a considera ingênua, inocente e é traduzida pela paparicação dos adultos; enquanto a outra a considera imperfeita e incompleta e é traduzida pela necessidade do adulto moralizar a criança. Essas duas atitudes começam a modificar a base familiar existente na Idade Média, dando espaço para o surgimento da família burguesa.
No século XVIII a era pré-industrial e industrial necessitava das massas com um mínimo de estabilidade e, para isso, família estável seria um instrumento útil para a sujeição. Assim surge uma nova organização social da família, e essa é fruto da evolução política e econômica da época moderna. Dessa forma, percebe-se que esse sentimento surgiu quando a sociedade passou a ter consciência da particularidade infantil, particularidade essa que distingue essencialmente a criança do adulto.
Pode-se constatar que Campanella (1973) já demonstrava uma preocupação com a educação da criança pequena e, desde então, verificou-se que surgiram as primeira propostas educativas contemplando a educação da criança de 0 a 6 anos.
Muitos autores se destacaram no desenvolvimento da Educação Infantil, dentre eles: Comênius, Rousseau, Pestalozzi e Froebel, desenvolvendo seus ideais sobre educação e incluindo aí a educação para a infância, influenciados por idéias de universalização dos conteúdos da instrução, seu caráter moderno e científico, a didática revolucionária, a articulação da instrução com o trabalho, a importância do trabalho agrícola, sempre marginalizado na reflexão dos filósofos e pedagogos.
De acordo com Almeida, (2008), disponível no material on line: http://www.omep.org.br/artigos/palestras/01.pdf, Comênio é reconhecido como o maior educador e pedagogista do século XVII e um dos principais pensadores da história da Pedagogia. Com a “Didática Magna”, enfatiza a importância da economia do tempo para o ensino. Esta foi organizada em quatro períodos considerando os anos de desenvolvimento, quais sejam: a infância, puerícia, adolescência e juventude, sendo que cada um desses períodos durava seis anos. Ao ler o plano da escola materna, podemos constatar que ele foi elaborado atribuindo aos pais uma tarefa educativa de muita responsabilidade, pois cabia-lhes a responsabilidade pela educação da criança antes dos sete anos.
Todos os ramos principais que uma árvore virá a ter, ela fá-los despontar do seu tronco, logo nos primeiros anos, de tal maneira que, depois apenas é necessário que eles cresçam e se desenvolvam. Do mesmo modo, todas as coisas, que queremos instruir um homem para utilidade de toda a vida, deverão ser-lhes plantadas logo nesta primeira escola. (COMÊNIO in ALMEIDA, 2008)
Comênio atribui aos pais a responsabilidade da educação da criança pequena, representando um avanço para a época, pois até então, os pais não tinham tal responsabilidade, além disso o grande Pedagogista destaca que o período infantil tem suas especificidades e suas repercussões na vida do ser humano, e com esses pensamentos ampliou o trabalho em diversas áreas, como como afirma Almeida (2008) a Metafísica, ciências Físicas, óptica, astronomia, geografia, cronologia, história, aritmética, geometria, estática, artes mecânicas, dialética,gramática, retórica, poesia, música, economia doméstica, política, moral (ética),religião e da piedade.
Diante disso o homem busca uma sistematização do saber, realizando novas tentativas de ação para transmitir às crianças, a moderna instrução, que de acordo com Manacorda (1989, p.227) “de um conteúdo ‘real’ e ‘mecânico’, isto é, científico-técnico em vista de atividades trabalhistas ligadas às mudanças que vinham acontecendo nos modos de produção”.
A partir deste momento a Revolução Burguesa introduziu a necessidade de elaboração de novos métodos educacionais, adequados à nova ordem social e “sob a forma oblíqua do deísmo, primeiro, e depois sob a forma mais crua do ceticismo, a burguesia se esforçou por expulsar a igreja dos seus últimos redutos”.
É nesse contexto que Almeida (2008) destaca as contribuições de Jean Jacques Rousseau, “no delineamento da educação da criança pequena de sua época. Considerado como uma das personalidades mais destacadas da história da pedagogia, apesar de não ter sido propriamente um educador”. Influenciando grandemente a educação na modernidade, considerando a criança como um ser pensante que vive em um mundo próprio. Almeida (2008) “evidenciando a necessidade de não mais considerar a criança como um homem pequeno, mas que ela vive em um mundo próprio cabendo ao adulto compreendê-la”.
Ao ressaltar esse aspecto, direciona a discussão para o reconhecimento da necessidade de se enxergar a infância com um período distinto, que apresenta características peculiares, as quais precisam ser estudadas e respeitadas. Rousseau chama atenção para esse aspecto ao afirmar:
Procuram sempre o homem no menino, sem cuidar no que ele é antes de ser homem. Cumpre, pois, estudar o menino. Não se conhece a infância; com as falsas idéias que se tem dela, quanto mais longe vão mais se extraviam. A infância, tem maneiras de ver, de pensar, de sentir, que lhes são próprias. (LUZURIAGA, 2001p. 166)
Rousseau foi um dos primeiros filósofos a defender a idéia de que a infância é um período específico no desenvolvimento humano. Segundo Rousseau (In: Drouet, 1997, p. 11) desde a Idade Média até o século XVIII a criança era vista como ‘um adulto em miniatura’. Um ser que sabia menos, ignorante, e não um ser que tinha estrutura de pensamento diferente do adulto.
Entretanto verifica-se que cada idade, cada etapa da vida tem sua perfeição conveniente, a espécie de maturidade que lhe é própria. Assim, a infância é um período em que se vê, se pensa e sente o mundo de um modo próprio. "A ação do educador, neste período, “deve ser uma ação natural, que considere as peculiaridades da infância, que marcam a diferença em relação à razão adulta”. (ROCHA,1995, p.41)
Diante deste contexto, Eby (1978, p. 395) lembra que Rousseau apresenta novas idéias, principalmente quando “Introduziu a concepção de que a criança era um ser com características próprias em suas idéias e interesses, e desse modo não mais podia ser vista como um adulto em miniatura”, onde por meio de suas idéias educacionais, pode-se dizer que provocou uma revolução na pedagogia, centrando os interesses pedagógicos no aluno e não mais no professor, onde a infância não era apenas uma via de acesso, um período de preparação para a vida adulta, mas tinha valor em si mesma, cabendo ao professor afastar tudo o que pudesse impedir a criança de viver plenamente sua condição e ritmo da natureza, contrariando os dogmas religiosos da época, que preconizavam o controle dos infantes pelos adultos.
Almeida (2008) destaca ainda que no Século XVIII, no auge da Revolução Francesa, destaca-se a figura de Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), considerado o “educador da humanidade”.
Influenciado por Rousseau, preocupou-se com a formação do homem natural, contrariamente ao seu antecessor, buscou unir esse homem à sua realidade histórica. O autor também reagiu contra o intelectualismo excessivo da educação tradicional, considerando que a força vital da educação estaria na bondade e no amor. Para ele, o aluno passa da posição passiva para uma posição ativa, onde a ação significa: observação, investigação, coleta de material e experimentação.
O sistema pedagógico de Pestalozzi tinha como pressuposto básico propiciar à infância a aquisição dos primeiros elementos do saber, de forma natural e intuitiva. Foi considerado um dos precursores da educação nova que ressaltou a importância de se psicologizar a educação e definí-la em função das necessidades de crescimento e desenvolvimento da criança. Com isso Pestalozzi inovou os métodos didáticos com o uso do lápis, lousas individuais, letras do alfabeto em cartões, excursões de observação e coleta de material, instrução simultânea em classe, também destacou o valor educativo do trabalho manual, bem como a importância da criança desenvolver destreza prática.
De acordo com Oliveira (2002, p. 14), Pestalozzi em 1774, criou um orfanato para crianças pobres em Stanz, e defendia que a educação deveria ocorrer em um ambiente o mais natural possível, sob um clima de disciplina estrita mas amorosa, o que contribuiria para o desenvolvimento do caráter infantil.
Para Pestalozzi a organização da escola era feita da seguinte maneira: uma classe com os que tinham menos de oito anos, outra com os meninos de oito a onze anos e a terceira com os alunos de doze a dezoito anos.
Nascimento e Moraes (2008) disponível no site:br.geocities.com/maeutikos/pdfspedagogia/PESTALOZZI.DOC, Frederick Eby resume com clareza os princípios educacionais de Pestalozzi, relacionados a seguir:
1) Pestalozzi tinha uma fé indomável e contagiante na educação com o meio supremo para o aperfeiçoamento individual e social. Seu entusiasmo obrigou reis e governantes a se interessarem pela educação das crianças dos casebres. Democratizou a educação, proclamando ser o direito absoluto de toda criança ter plenamente desenvolvidos os poderes que Deus lhe havia dado.
2) Psicologizou a educação. Quando não havia ciência psicológica digna desse nome, e embora ele próprio tivesse apenas as mais vagas noções sobre a natureza da mente humana, Pestalozzi viu claramente que uma teoria e uma prática corretas de educação deviam ser baseadas numa tal ciência.
3) Foi o primeiro a tentar fundamentar a educação no desenvolvimento orgânico mais que a transmissão de idéias.
4) Pesquisou as leis fundamentais do desenvolvimento.
5) A educação começa com a percepção de objetos concretos, o desempenho de ações concretas e experiência de respostas emocionais reais (...)
6) O desenvolvimento é uma aquisição gradativa de poder. Cada forma de instrução deve progredir de modo lento e gradativo.
7) A religião é mais profunda do que dogmas, ou credos, ou a memorização do catecismo ou das Escrituras. Pestalozzi exigia que os sentimentos religiosos fossem despertados antes que palavras ou símbolos viessem a ser levados à criança.
8) Vários recursos metodológicos novos devem sua origem a Pestalozzi. Empregava as letras do alfabeto presas a cartões e introduziu lousas e lápis. A inovação mais importante foi a da instrução simultânea, ou em classe. Isso não era novo, mas não havia sido posto em prática de um modo generalizado.
9) Pestalozzi revolucionou a disciplina, baseando-a na boa vontade recíproca e na cooperação entre aluno e professor.
10) Deu novo impulso à formação de professores e ao estudo da educação como uma ciência".
Para Pestalozzi a família constitui a base de toda a educação por ser o local em que encontramos o afeto e o trabalho comum. Afirma também que a experiência religiosa íntima e não-confessional desperta o sentimento religioso na criança.

Observação: A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (LDB 9394/96, Art. 29).

Semana de múltiplas aprendizagens e minha última aula prática

Esta semana ministrei a minha última aula prática, que foi de língua portuguesa no 5º ano, turma 502. O tema da aula foi VERBO, em três tempos verbais, o pretérito perfeito, o mais-que-perfeito e o imperfeito. A aula foi bem interessante, as crianças gostaram bastante!

Iniciei a aula com uma canção bem interessante, porém sem a melodia, porque não a consegui disponível na internet. Então, a levei digitada para cada uma das crianças. Esta canção era a canção do Arnesto, onde se encontra diversas formas do vocabulário erroneamente. Vejamos: O Arnesto nos convidou prum samba/ Ele mora no Brás/ Nóis fumo e não encontremos ninguém/ Nóis vortemo com uma baita de uma reiv

a/ Da outra vez nóis não vai mais/ Nóis num semo tatu/ No outro dia/ Encontremo com Arnesto/ Que pediu desculpa/ Mas nóis não aceitemo/ Isso não se faz Arnesto/ Nóis não se importa/ Mais você devia ter ponhado um recado na porta.

Em seguida foi à hora de sortear alguns verbos para conjugarmos juntos. Enquanto íamos descobrindo em qual tempo verbal tais verbos se encontravam, eu ia expondo oralmente o conteúdo para eles. Depois desta análise em grupo, foi a hora de fazer a atividade, que era para eles construírem seis frases, cada qual com um verbo que lhes tinha sido entregue, com o tema livre, desde que tivesse sentido, depois classificá-los e por fim explicarem com as suas palavras, sinteticamente, os três tempos verbais, que haviam sido estudados. =]

Ao término da aula eu lhes entreguei uma lembrancinha que preparei com muito carinho, que foi um bloquinho, com uma menina para as meninas e com um menino para os meninos, juntamente com um lápis e com uma borracha. =)

Em minha turma de estágio iniciamos o livro “Cachinhos de ouro” da autora Ana Maria Machado. Trabalhar literatura na educação infantil é fundamental, já que, os alunos muitas vezes vêm de lares em que não existe o hábito de leitura. Às vezes é a figura do professor seu único modelo de leitor e por esse motivo o educador tem uma grande missão em suas mãos.

Ana Maria Machado é a autora do livro intitulado Como e por que ler os clássicos universais desde cedo (2002). Nesse livro ela defende o direito das crianças terem o primeiro contato com os grandes clássicos, desde pequenas.

É claro que não se espera que tenhamos crianças lendo extensos textos em sua forma original, mas ao menos proporcionar-lhes o contato com essas histórias através das adaptações feitas especialmente para elas e incentivadas a mais tarde, quando tiverem mais idade e o domínio completo da leitura, lerem também os originais.
Como ninguém deve ser obrigado a ler nada, pois ler não é dever e sim direito, é papel do professor despertar o desejo, criar as oportunidades para o gosto de se ler. Alguém pode questionar o por que de se fazer uso de clássicos e não apenas dos conhecidos contos de fadas ou livros infantis. Os clássicos são livros eternos que não saem de “moda” e abrangem uma infinidade de paisagens, histórias e personagens que fazem parte da nossa vivência cultural. São viagens entre gregos e troianos, sagradas escrituras, lendas do Rei Artur, descobertas de ilhas e mundos, encantos das fadas, histórias marítimas e aventuras sem fim.

A nossa linguagem está cheia de referências que necessitam de um conhecimento prévio para ser totalmente compreendida e contextualizada, como registra Ana Maria Machado: Quando dizemos que uma coisa é bacana, estamos fazendo alusão a Baco, o nome do romano deus do vinho. Se alguém recebe um presente de grego, isso é uma lembrança da guerra de Tróia. Se lança o pomo da discórdia, também é. Cada referência remonta a toda uma história. Falamos em ouvir o canto da sereia, em narcisismo, em complexo de Édipo, em caixa de Pandora, em calcanhar de Aquiles – e cada uma dessas expressões se refere a uma história grega diferente. (MACHADO, 2002, p.29)

Também na linguagem, se nosso pequeno aluno conhecer esses relatos, entenderá:
[...] o que são tempos de vacas magras, e em que consiste vender a primogenitura por um prato de lentilhas. Ao transportar um bebê num moisés, saberá por que o cestinho tem esse nome. Quando encontrar expressões como “separar o joio do trigo”, “lavar as mãos”, “mudar da água para o vinho” ou “dar a outra face”, ou quando por acaso ler num jornal uma referência ao farisaísmo ou a sepulcros caiados, saberá exatamente a que o texto está fazendo alusão. (MACHADO, 2002, p.39)

Levando em consideração todos os motivos acima mencionados e partindo das etapas do Método Recepcional e dos estudos realizados pelo Grupo de Pesquisa Literatura e Ensino, da Universidade Estadual do Norte Pioneiro (UENP), Campus da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Jacarezinho, sob a liderança da professora Hiudéia Tempesta Rodrigues Boberg, foi elaborado um roteiro de atividade e aplicado em uma segunda série de zona rural.
O método recepcional foi sistematizado pelas pesquisadoras Maria da Glória Bordini e Vera Teixeira Aguiar no livro Literatura: a formação do leitor: alternativas metodológicas, e consta de cinco etapas que pretendem levar em consideração as nece
ssidades e também as preferências dos alunos: determinação do horizonte de expectativas, atendimento do horizonte de expectativas, ruptura do horizonte de expectativas, questionamento do horizonte de expectativas e ampliação do horizonte de expectativas. O grupo de pesquisa citado propôs uma readaptação do método na etapa da “ruptura do horizonte de expectativas” incluindo a transversalidade nesse momento.

Outras adaptações estão nas estantes de nossas bibliotecas escolares, à espera de serem apresentadas a nossos pequenos alunos. Com certeza serão bem vindas com todos seus encantamentos e aventuras e enriquecerão os sonhos e a cultura de nossos alunos, além de fazerem, a nós professores, retomar essas viagens maravilhosas, percebendo novos pontos antes não vistos, pois reler um clássico é navegar e as águas nunca são as mesmas, sempre se renovam.

O livro que iniciamos neste segundo semestre trabalha ao mesmo tempo temas como a amizade, a família, o medo, a ética, além de noções de grandeza, no que se refere ao tamanho dos ursos e dos objetos.

O tema central da referida história, é: “Cachinhos de ouro” é uma menina muito lourinha que, andando pela floresta, viu uma casinha linda e resolveu entrar. De quem será essa casinha tão linda?

Curiosidades acerca do história em destaque: “Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados.

Esta semana as crianças também aprenderam o numeral 7! A atividade que eles fizeram foi a movimentação de tal letra, depois a representação com material concreto e por fim a reprodução de tal numeral. As crianças não encontraram dificuldades em fazer este numeral, já que sua movimentação é muito simples e básica, aracterizada pelas crianças, por “fácil demais”! =)

Fizeram também uma outra atividade, nesta porém encontraram certa dificuldades. A atividade em si era simples, porém as crianças não a compreenderam na íntegra e acabaram perdendo algumas imagens. A atividade era para que eles recortassem quatro figuras e arrumarem de acordo com seus respectivos pares. Sendo assim a atividade era: “Qual combina com qual?”.

Nesta semana começamos ensaiar as parlendas novamente, algumas crianças já a haviam esquecido, porém rapidamente no ensaio a recordaram. A coreografia está muito legal e as crianças amaram, principalmente a parte em que eles tem que se jogar ao chão. A parlenda deles é a do touro. Vejamos: HOJE É DOMINGO/ PÉ DE CACHIMBO/ CACHIMBO É DE BARRO/ BATE NO JARRO/ O JARRO É DE OURO/ B

ATE NO TOURO/ TOURO É VALENTE/ BATE NA GENTE/ A GENTE É FRACO/ CAI NO BURACO/ O BURACO É FUNDO/ ACABOU-SE O MUNDO!

“A Parlenda (do verbo parlar) ou trava-línguas, é uma forma literária tradicional, rimada com caráter infantil, de ritmo fácil e de forma rápida. Usada, em muitas ocasiões, para brincadeiras populares. Normalmente é uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. Algumas vezes, é chamada de trava-línguas, quando é repetida de forma rápida ou várias vezes seguidas, provocando um problema de dicção ou paralisia da língua, que diverte os ouvintes. Assim, pede-se a alguém que repita uma parlenda, em prosa ou verso, de forma rápida - "fale bem depressa" - "diga correndo" - ou que a repita várias vezes seguidas - "repita três vezes". As parlendas não são cantadas e, sim, declamadas em forma de texto, estabelecendo-se como base a acentuação verbal. Os portugueses denominam as parlendas cantilenas ou lengalengas. Na literatura oral é um dos entendimentos iniciais para a criança e uma das fórmulas verbais que ficam, indeléveis, na memória adulta. [...] Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos, as parlendas, as adivinhas e os contos. O que faz as crianças repeti-los é o desafio de reproduzi-los sem errar. Entra aqui também a questão do ritmo, pois elas começam a perceber que, quanto mais rápido tentam dizer, maior é a chance de não concluir o trava-línguas. Esse tipo de poema pode ser um bom recurso para trabalhar a leitura oral, com o cuidado de não expor alunos com mais dificuldades. É nessa leitura que melhor se observa o efeito do trava-línguas e, dependendo da atividade, passa a ser uma brincadeira que agrada sempre. Os trava-línguas podem ainda ser escritos para criar uma coletânea de elementos do folclore e pesquisados em diferentes fontes: livros, sites na internet ou revistas de passatempos.Um dos trava-línguas mais usados na escola são: ‘O tempo perguntou para o tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo de dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem’.”

No decorrer desta semana também estamos cuidando muito bem do "bichinho da gripe suína", lavamos as mãos na entrada, depois das atividades, antes do lanche-e ainda passamos alcool gel-, depois do parque e por fim antes de ir embora. Achei super engraçado porque nesta semana quando estava lavando as minhas mãos na entrada uma criança falou assim: "Nossa tia, como lava bem as suas mãos!! Faz tanta espuma.. Me ensina!?" Então a ensinei, e na hora do lanche lá estava ela lavando as mãos fazendo bastante espuma, olhando para mim e rindo! Achei isto muito gratificante. São nos pequenos e simples gestos que percebemos a pureza e a alegria das crianças, além da tamanha gratificação que tal profissão nos proporciona!! =)

Webgrafia: - http://proportoseguro.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

- http://66.228.120.252/infantil/417376

- http://www.anamariamachado.com/livros/multiana.php?txtChave=&slcTit=12&slc Edit=9999&slcIlust=9999&slcPrem=9999&slcColec=9999&submitButtonName=Pesquisar

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

07 de Setembro de 1922

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência
Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole..
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
Pós Independência
Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.
Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

Retornando às aulas, após um longo períodode recesso.. :)

Retornando das férias prolongadas devido ao vírus H1N1, encontra-se poucas crianças nesta primeira semana de aula na escola infantil, pois muitas encontram-se no grupo de risco, pois tem problemas respiratórios. Em minha turma de estágios só foram 10 alunos! Porém neste primeiro dia de retorno às aulas, eu não estagiei o tempo todo na Escola Infantil, eu estagiei maior parte do tempo no Ensino Fundamental, já que na próxima semana será a minha última aula. esta será no 5° ano, na turma 502. Portanto estagiei lá nesta turma para que pudesse conhecer melhor a turma e a metodologia da professora de Língua Portuguesa, que será a disciplina na qual eu darei a aula.
No decorrer destes dois dias de estágios da primeira semana de aula, as crianças fizeram duas atividades, uma era para que eles fizessem a movimentação dos números de 1 à 6 e depois a reprodução dos mesmos. E a outra para que eles desenhassem a história de Dom Bosco, que a professora da turma começou a contar para eles.
Durante a semana nos empenhamos em modificar os hábitos de higiene das crianças, logo que chegam lavam as mãos, cada criança têm o seu kit -de massinha e de utensílios que precisarão para as atividades, como lápis, borracha, lápis para colorir e hidrocor-, passam álcool gel antes do lanche, lavam as mãos após a ida ao parquinho, as mesas são higienizadas no decorrer da tarde, cada turma possui seu vidro com álcool gel, água mineral está disponibilizada para todas as crianças. Em minha visão o mais difícil para as crianças está sendo a hora do lanche, onde elas não podem compartilhar seus lanches a também a hora de brincar, já que não se pode compartilhar objeto algum, nós educadoras temos de ter um olha muito atento a esta questão.
E como explicar a criança que não pode dividir, quando antes ensinávamos que devia dividir com o amigo? Cabe a nós ensinar a eles que o "bichinho" da gripe está "voando" por ai e devemos ensiná-los a se protegerem contra ele! :]
Para ilustrar todo este assunto, aí vai uma histórinha:
Sem Abraço, Sem Beijinho, Sem Aperto de Mão - Turma da Mônica
Olha gente,esta gripe que esta por ai é muito perigosa! Por isso,temos que tomar todos os cuidados pra não deixar ela se espalhar. Mas,alguns costumes tem que ser mudados,viu. Sem abraço,sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. Sem abraço,sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. Contra essa gripe, que acabou de chegar. E com essa gripe não se deve vacilar. É o vírus influenza, h1n1. E a tal gripe suína que assusta qual quer um! Sem abraço, sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. Sem abraço,sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. Por isso eu digo: a gente tem que se cuidar. Pra não deixar essa gripe se espalhar, viu? Por isso eu digo: a gente tem que se cuidar. Pra não deixar essa gripe se espalhar. Sem abraço, sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo , é apenas proteção. É isso ai! Cuide bem de você. E ensine a sua turminha a se cuidar também! Sem abraço, sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. Sem abraço, sem beijinho sem aperto de mão? Não é desprezo, é apenas proteção. proteção.
O Começo de Tudo... A História de Dom Bosco!
João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.
Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.
Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: "Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles". A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.
Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.
Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.
Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.
Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.
Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.
Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro.
Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude.Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.
Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.
Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.
Entre alguns exemplos, "Basta que sejam jovens para que eu vos ame.", "Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.", "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele", "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."
O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: "Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai".
De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.

Os Últimos Conselhos
- "Quem salva a alma, salva tudo. Quem a perde, perde tudo.
- "Quem protege os pobres, será largamente recompensado pelo divino tribunal.
- "Que grande recompensa teremos de todo o bem que fazemos na vida!
- "Quem faz o bem em vida, encontra bem na morte: no Paraíso gozam-se todos os bens, eternamente".
Oração a São João Bosco
Necessitando de especial auxílio, com grande confiança recorro a vós, ó São João Bosco.
Preciso não só de graças espirituais, mas também de graças temporais, e principalmente... (pequena pausa para pedir a graça que se deseja)
Vós, que tivestes tanta devoção a Jesus Sacramentado e a Maria Auxiliadora, e que tanto vos compadecestes das desventuras humanas, alcançai-me de Jesus e de sua celeste Mãe a graça que vos peço, e mais: resignação inteira à vontade de Deus.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.
SÃO JOÃO BOSCO, é um dos Santos mais populares da Igreja e do mundo. Foi sua missão específica a educação cristã da juventude, num tempo em que essa porção da sociedade humana começava a ser atacada por novos e perigosos inimigos.
Para o desempenho da sua missão salvadora, jamais o Céu lhe faltou com extraordinários dotes humanos e sobrenaturais. Festa: 31 de janeiro. Dom Bosco é o Fundador e Pai da Família Salesiana.


Epidemia: maneiras de lidar com a gripe e proteger as crianças

"Hoje li um artigo interessante no Jornal I Online que trata sobre a Gripe h1n1 e as crianças. O artigo aborda a necessidade de fazer com que as crianças sintam-se seguras, salientando que os pais devem explicar e responder as perguntas das crianças de uma maneira simples. Diversos pediatras elucidam neste artigo as dúvidas mais comuns dos pais.
Pontos Importantes:
Deve-se também transmitir as regras de higiene necessárias para se evitar o contágio como:- Lavar sempre as mãos- Evitar levar as mãos aos olhos, boca e nariz- Dormir Bem- Alimentar-se Bem...
* No caso de existir suspeita de gripe, a criança deve sempre ficar em casa e ser observada por um pediatra. Caso a criança manifeste sintomas da doença, não deve ir à escola ou ao infantário. É importante que fique em casa, em isolamento, para evitar a propagação do vírus. A ingestão de líquidos deve ser reforçada para evitar a desidratação e o apetite da criança deve ser respeitado.As Escolas: As escolas e outros estabelecimentos de ensino assumem um papel importante na prevenção de uma pandemia. Aos docentes cabe a tarefa de explicar às crianças as regras que devem ter em conta para evitar o contágio. Sempre que um aluno apresente febre durante a permanência na escola, deve promover-se o seu afastamento das restantes crianças e deve contactar-se os pais. A criança deverá observada por um profissional de saúde.
Infantários e ATL:Ensinar as crianças mais pequenas a esconder o espirro e a utilizar o mesmo lenço apenas uma vez. Devem ser desinfectadas todas as superfícies,desde as maçanetas das portas até aos brinquedos e outros materiais que as crianças partilhem. As medidas habituais de higienização devem ser reforçadas e as crianças devem lavar as mãos mais vezes.
Praias e parques infantis:Todos os espaços ao ar livre são recomendáveis, porque reduzem as possibilidades de contágio. Os maiores problemas surgem em espaços fechados onde não haja circulação de ar.
Centros comerciais:Não se deve levar as crianças aos centros comerciais, locais fechado facilitam a propagação dos vírus."

Leia o artigo na íntegra e saiba mais sobre a Gripe h1n1 e as Crianças: http://www.ionline.pt/conteudo/12256-epidemia-seis-maneiras-lidar-com-gripe-e-proteger-as-criancas

ATENÇÃO!

Álcool não substitui lavagem de mão
O álcool em gel, quem tem sido distribuído por secretarias de Educação para várias escolas, não substitui a lavagem das mãos. “Não adianta lavar a mão só de manhã e usar álcool o resto do dia. A lavagem é o mais importante para remoção”, explica Mario Sérgio Moreno, infectologista e diretor-técnico do hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba.
"Não adianta passar gel 10 vezes, que cria uma crosta. É só um detalhe para quando não tiver torneira por perto"
Furtado acrescenta ainda que é “exagero” os pais obrigarem as crianças a saírem de casa com potes de álcool em gel na mochila. “Não adianta passar 10 vezes, que cria uma crosta. É só um detalhe para quando não tiver torneira por perto”, afirma.
Na hora de enxugar as mãos e o rosto em banheiros públicos o importante é fazer isso em toalhas descartáveis e, não, de pano.
Nos bebedouros escolares, eles alertam que um aluno pode se contaminar se o local tiver sido usado por uma pessoa doente. Por isso, a importância dos copos descartáveis. Além disso, as crianças devem ser instruídas a não compartilharem latas de refrigerante, alimentos, talheres e demais objetos de uso pessoal.
“O ideal é que mesas e carteiras sejam limpas no intervalo. Se não for possível, pelo menos na mudança de turno”
Ao invés do ar-condicionado, as escolas, agora, devem preferir por janelas abertas para manter as salas arejadas.
Neste momento, a limpeza dos colégios também deve ser reforçada para retirar o vírus da superfície dos móveis. “O ideal é que mesas e carteiras sejam limpas no intervalo. Se não for possível, pelo menos na mudança de turno”, afirma Furtado.
Sintomas
A qualquer sinal de gripe, como nariz escorrendo, febre ou tosse, as crianças não devem ir à escola. O tempo de afastamento recomendado pelos médicos é de sete dias, que é o período de transmissibilidade do vírus. O mesmo vale para professores e funcionários.
“É importante orientação para que não visitem parentes ou amigos durante o período do afastamento”
“É importante orientação para que não visitem parentes ou amigos durante o período do afastamento”, completa a infectologista Denise Brandão, inspetora do Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac, de São Paulo.

Com as crianças menores, a atenção deve ser ainda maior. Furtado explica que, em creches, os berços devem ficar a uma distância mínima de 1,5 metro uns dos outros, para evitar que uma eventual infecção seja transmitida.
"Não se deve colocar uma criança ao lado da outra na hora de dormir, ou no mesmo colchão"
Nas escolinhas, a responsabilidade maior fica a cargo do orientador, que deve “entreter as crianças, mas sem aglomerá-las”. “Não se deve colocar uma criança ao lado da outra na hora de dormir, ou no mesmo colchão, o que em creches é bastante comum de acontecer”, exemplifica Furtado.
Denise Brandão ressalta também a necessidade de lavar os brinquedos com mais frequência, neste período. Outra boa medida de precaução, segundo ela, é ferver chupetas e mamadeiras por 15 minutos e não dividi-las entre as crianças.
De acordo com os médicos, os pais devem zelar pela saúde e higiene dos filhos, mas com cuidado para não criar nos pequenos “aversão aos colegas e aos outros alunos”. “Eles não podem ficar com medo de ir à escola”, enfatiza Furtado.

Medidas de prevenção contra a "Gripe Suína":

- Cobrir sempre o nariz e a boca ao espirrar ou tossir - Usar lenços descartáveis e providenciar local adequado para o descarte logo após o uso
- lavar as mãos com frequência com sabão e água, especialmente ao tossir, espirrar ou limpar o nariz
- ao compartilhar copos, talheres, toalhas e demais objetos de uso pessoal
- Evitar colocar as mãos nos olhos e na boca
- Evitar aglomerações ou locais pouco arejados
- Ter uma alimentação saudável e investir na ingestão de líquidos